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Blog do Cavuto: janeiro 2011

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ignore a Manchete e vá direto à notícia.

A comunicação entre os seres humanos é algo realmente surpreendente. Quando nos comunicamos existe uma necessidade mesmo que intrínseca de chamarmos a atenção para nós. E isso se torna mais relevante ainda se o assunto disser respeito ao trabalho do colega ao lado, ou do departamento vizinho
Os líderes mais experimentados já conhecem muito bem este tipo de situação, mas os mais jovens, aqueles em formação ainda tem um longo caminho pela frente para distinguir a manchete da notícia.
Todo veiculo de comunicação é vide regra sensacionalista, uns mais outros menos, mas seguindo as mesmas características citadas acima, quem fala quer ter atenção, e para os veículos isto significa maior tiragem de sua edição e maior retorno sobre seus investimentos. Para que isto aconteça não é incomum termos grandes manchetes sensacionalistas sobre temas não muito polêmicos; frases como “Esposa de jogador de futebol encontra homem no shopping” e quando você vai lê a matéria descobre que o homem era o pai dela, e não o suposto amante que insinuava na manchete.
Muitos jovens executivos, ainda impetuosos e cheios de energia, costumam atropelar procedimentos e condutas, por se desestabilizarem e com isso até desestabilizando suas equipes pela falta de paciência e experiência na checagem das informações.

Assim como os veículos de comunicação, os seres humanos tendem a aumentar os problemas ao transmiti-los para seus líderes, e isto é um grande desafio para os que estão galgando posições dentro das companhias. Os líderes devem ser ter a tranqüilidade de escutar a história toda, antes de se manifestarem e as vezes, mesmo ao final, ter a paciência para buscar maiores informações seja ela da pessoa envolvida ou do departamento citado.

Líderes devem ser pontos de equilíbrio para seus liderados, e não fonte de estímulo a transmissão de sua impetuosidade e energia. Existia um slogan de uma marca de pneus que dizia, “potência não é nada sem controle” e isso realmente pode ser muito bem aplicado às relações humanas. O vigor e a impaciência da inexperiência por vezes atrapalham muitas carreiras que poderiam ser de sucesso.

Portanto, saiba contemplar os relatos de seus liderados, e saiba orientá-los sobre a importância de filtros e de fidedignidade na transmissão da informação e aguarde o fim da manchete e todo o conteúdo da notícia para só depois tomar uma decisão, e quando for tomá-la, lembre-se que às vezes o bom redator pode tornar a notícia tão atraente quando a própria manchete, então, mantenha a paciência, equilíbrio e a compostura diante de sua equipe e vá de forma calma e tranqüila apurar os fatos.

Mágico ou Enxadrista?

Muitas pessoas gostam de fazer comparações lúdicas com respeito à sua profissão, o profissional liberal diz que é livre como um pássaro, o mergulhador se diz peixe fora d’água quando está em terra. Outros ainda comparam sua atividade a de outros profissionais como, “fui cirúrgico naquele conserto..” diz o pedreiro, entre outros.Muitos profissionais de marketing quando perguntados como definiriam sua profissão, muitos dizem que o estrategista ou profissional de marketing é como um jogador de xadrez, movimentando as peças uma após a outra. Eu gostaria de lhes propor uma nova visão sobre o assunto, talvez não tão nova, mas ainda discutível no meio executivo. Se você, como profissional de marketing fosse comparado a um jogador de xadrez e a um mágico, qual dos dois lhe traria mais afinidade? Se lhe perguntassem sobre qual se aproximaria mais de sua profissão, o que você responderia? Acredito, que muitos responderiam o enxadrista, pelo poder de concentração, capacidade de raciocínio lógico, matemático e evolutivo baseado nas análises dos modelos mentais armazenados de jogadas passadas e das possíveis, característicos deste tipo de profissional, certo? E o mágico? Figura estranha, enganador, hilário, previsível, correto? Pois o modelo do enxadrista é extremamente cartesiano assim como propõe o próprio tabuleiro, já parou para pensar nisso? Figuras geometricamente perfeitas, monocromáticas dispostas em dois eixos cartesianos X e Y. E o mágico? Pois acredito que ele é quem melhor representa profissional de marketing. Vamos pensar. Qual o objetivo principal do marketing? Sim, ainda é vender mais com a melhor margem. Só que, por trás do conceito temos que entender que isto só é atingido se o cliente ou consumidor se encantar pela mensagem ou produto, e é isso que o mágico faz, utilizando-se de todos os recursos disponíveis ele vai executando movimentos precisos e rápidos (veja que estamos lembrando do enxadrista, mas no caso dele os movimentos são lentos e anestesiantes as vezes) para despertar a atenção de seu consumidor. E veja que vai muito mais além, o mágico tem que se planejar, pois se não tiver cadência em suas mágicas não vai ter um “Gran Finale”, também tem de observar a concorrência, afinal, saber o que outro está fazendo e que agrada o público pode ser por bem até copiado. Também precisa se atualizar e buscar técnicas novas e novos modelos de pensamento baseado no que já aconteceu, testar ações e mágicas novas, prosseguir ou retira-las da seqüência do espetáculo de acordo com a reação do público, buscar em sua cadeia de fornecedores, parceiros, que possam ajudá-lo neste desenvolvimento e com custos razoáveis porque a inovação é importante mas sem desprezar o poder econômico de seu consumidor. Por fim a relação com toda a equipe motivando-a, imagine o funcionário que fecha o cadeado da algema, desmotivado, no número da cama de estacas? Pode ser uma experiência pouco prazerosa. Por estes atributos considero o mágico nosso maior representante. Pense nisso.