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Blog do Cavuto

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Micro Planejamento

Todos nós somos especializados em planejamento. O que diferencia as pessoas é a forma da racionalização da atividade de planejar, onde em muitos casos somos empíricos e em outros mais racionais.


Se conseguirmos transportar estes processos mentais de planejamento das atividades rotineiras para as atividades empresariais, estaríamos dando um salto qualitativo em nossa carreira profissional.

Imaginem a nossa capacidade de planejamento e cumprimento de metas e prazos durante uma simples rotina diária transcrita para o dia-a-dia empresarial. Talvez você se pergunte, “eu não faço planejamento das minhas rotinas diárias” e aí eu pergunto, “será?”.

Então vejamos, quando você programa o despertador para ir trabalhar ou realizar qualquer outra atividade pela manhã, qual é sua meta? Bem, neste caso é chegar no horário em seu compromisso, seja ele trabalho ou qualquer outra atividade. E você sabe que não basta chegar no horário em seu compromisso, também tem de estar apresentável. Então com estas duas primeiras informações, de qual o “prazo de entrega” e como deve “entregar” você inicia todo o processo de planejamento com todas as atividades diretas e indiretas que deverão ser executadas com seus devidos prazos de término para que sua meta de chegar ao compromisso no horário seja cumprida.

O que parece ser um simples ato de ligar o despertador refere-se a todo o planejamento para a “entrega” da atividade. Ao ligá-lo, você está traçando de traz para frente todos as rotinas que deverão ser cumpridas, pois você sabe que deve ter o tempo de “soneca”, depois o tempo do banho, o tempo de escovar os dentes, pentear os cabelos, colocar a roupa e, além de planejar os tempos de duração de cada atividade, ainda você planeja a sequência de forma ordenada da execução de cada atividade, já que, você não pode primeiro colocar a roupa de trabalho para depois tomar banho. Você sabe que primeiro tem de executar a tarefa banho, para depois ir para tarefa colocar roupa íntima e assim sucessivamente.

Alguns super heróis mais distraídos e pouco preocupados com planejamento já falharam com o estabelecimento das concentrações de prioridade e com isso saíram por aí com a cueca por cima das calças, como é o caso do Super Homem e do Batman, mas acredito que não será o nosso caso.

As mulheres são eximias em planejamento, uma vez que a montagem da estratégia de ataque para combinar roupas acessórios e maquiagem de forma perfeita é algo extraordinário. Mas mesmo com todo este planejamento, ainda nos equivocamos, tomamos decisões erradas e quando chegamos ao resultado final ou próximo a ele, percebemos que o produto final não está muito bom, e aí o que fazemos? Voltamos o processo para a parte que não ficou boa, refazemos o planejamento de forma mais rápida e corrigimos as falhas e voltamos a vestir novas roupas que ficarão em uma melhor combinação, assim como devemos fazer em nossa vida profissional. Errar um planejamento é normal, mas a velocidade em perceber o erro e em corrigi-lo é que faz toda a diferença para o cumprimento do prazo.

E o que acontece quando perdemos o horário? Aí é que viramos experts em planejamento. Refazemos o planejamento das atividades, otimizamos os tempos de execução, abrimos mão de atividades não prejudiciais à meta que é chegar ao compromisso no horário e apresentável, como por exemplo passar um pouco mais de maquiagem ou pegar aquele relógio na gaveta e saímos de casa voando, não é?

E porque não fazemos isto em nossa vida profissional? Quando perdemos um prazo, ou estamos próximo a perdê-lo, nós aceleramos? Nós otimizamos nosso tempo? Nós abrimos mão de itens menos importantes? Ou será que paramos para ficar reclamando? Algumas pessoas quando se atrasam pela manhã, começam a reclamar de tudo, mas não perdem o ritmo, o que demonstra mais organização ainda, já que são capazes de fazer tudo o que é necessário para saírem no horário e ainda em conjunto reclamar de tudo e todos.

Se em nosso dia-a-dia empresarial, tivermos a capacidade de planejamento de um simples despertar, racionalizando processos, definindo atividades e conhecendo os propósitos do que estamos fazendo, teremos um uma vida profissional muito mais prazerosa, produtiva, duradoura e com muito mais sucesso.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

O que vai acontecer com a Geração Y?

Parece meio clichê, mas é engraçado como sendo o mundo uma esfera, como temos dentro dela também ciclos e mais ciclos que se alternam a cada passar de anos. A tão falada globalização sempre existiu na forma das conquistas dos grandes impérios como Roma, França, Alemanha, China dentre outros, e lembrando que nestas épocas o chamado globo, ou mundo, era muito menor que o nosso atual, mas era o todo do mundo naqueles momentos e por isso não tenho receio em considerar como globalização estas conquistas de territórios. E com a “globalização”, o surgimento de novas tecnologias, através da assimilação do conhecimento da terra conquistada e do conhecimento do conquistar para o conquistado. Com a “globalização” também surgiram novos idiomas, novas culturas, novas formas de enxergar o mundo que nos rodeia e novos tipos de profissões e profissionais.

Com ela, também surgiram os protecionismos mercantis, as estratégias comerciais e os grandes gênios que se tornavam “Bilionários” do dia para a noite.

E isso tudo se repete, período após período, países se tornam potencias e depois caem, a globalização avança e depois regride na forma do protecionismo de mercado, os profissionais que eram os melhores da época são substituídos por novos profissionais mais ousados, mais preparados e assim será até o fim dos dias.

Hoje temos profissionais chamados de Geração Y, que são aqueles, que segundo a sociologia, são nascidos após a década de 80. Estes profissionais que hoje tem cerca de 30 anos é tipicamente alegre, e mesmo sobre alta pressão ainda consegue se comportar e gerar um ambiente leve, que não se preocupa com o salário, mas sim com seus bônus e como fazer para conquistá-los, não tem muita paciência para tarefas muito longas ou repetitivas, por isso, para este tipo de profissional, o importante é conseguir visualizar o ciclo completa do projeto, com início, meio e fim. Este profissional também não segue muito bem normas e procedimentos e ou a formalidades, não deixando de respeitar seus colegas ou sua empresa, mas fica subordinado a vínculos como caráter e transparência muito mais do que apenas a cargos, o que para ele significa apenas uma nova função, que não desiguala pessoas e sim pode gerar trocas de experiências, além de ser muito carente, pois é movido a elogios.

Este profissional que estará no comando das principais empresas na próxima década já está entrando em mais um novo ciclo, mais uma “substituição”, onde os chamados Geração Z, estarão se preparando para assumir sua posição dentro em breve.

O profissional da Geração Z é aquele nascido após a década de 90, com o boom da internet. Este profissional está acostumado a ligar o computador, a televisão, falar ao telefone e teclar em chats tudo isso ao mesmo tempo e ainda ouvindo música em seu tocador de MP4. Ficam menos deslumbrados com a evolução tecnológica que os profissionais da Geração Y pois já nasceram em meio a chipsets e joysticks além de não compreenderem a idéia de barreiras geográficas, nem a de não obterem informações na hora que querem ou necessitam.

Este jovem profissional imerso a inúmeros recursos e informações terá de ser orientado para a busca de verdades, já que em seu meio, muito da informação são os chamados “fake”, ou falsas, apenas criadas para comediar situações ou mesmo para ludibriar os menos atentos.

E estes profissionais comandarão as empresas daqui a duas décadas. E você? Está preparado para esta nova geração?

terça-feira, 19 de abril de 2011

Como saber se sou produtivo?


Esta é uma pergunta sempre muito poderosa, e na maioria das vezes as respostas são sempre cheias de emoção ligadas muito mais ao que acreditamos que fazemos do que das atividades que realmente executamos.

Sempre acompanho pessoas que vivem repletas de trabalho, sempre muito ocupadas, e para elas, tudo gira em torno delas, e como elas são os “mártires” da organização uma vez que se dedicam tanto que não são capazes de estudar, namorar, ver suas famílias ou às vezes em alguns casos, até voltar para casa no mesmo dia que saíram.

E ainda para aumentar o drama digno de grandes telenovelas mexicanas, elas têm de mostrar a todos como se dedicam como são trabalhadoras e como são produtivas por conservarem este tipo de postura.

Mas o que é realmente ser produtivo? Mas antes de responder esta pergunta, gostaria de fazer outra. Quantas atividades paralelas você iniciou ontem? Ou para facilitar a lembrança, quantas atividades você tinha pela manhã, e quantas você ainda tinha ao final do dia?

Agora que você pensou um pouco, respondo a primeira pergunta, o que é ser produtivo?

Produtividade para mim é algo bem simples e de fácil acompanhamento e verificação. Produtividade é a quantidade de atividades ou demandas que você consegue iniciar e finalizar, ou dentro do mesmo dia, ou dentro ou ainda antes do prazo.

Pessoas produtivas e reconhecidamente promovidas dentro das organizações, não são aquelas geniais que vivem tentando “reinventar a roda”, como muito dito em nosso meio empresarial, mas sim aquelas que têm a disciplina de cumprir prazos e mesmo iniciando várias atividades, são capazes de estabelecer prioridades e ir concluindo suas tarefas ao invés de apenas inicia-las.

E agora faço outra pergunta, quantas atividades você vem realizando diariamente e quantas você conclui ao longo do dia? Sei que para esta pergunta temos aquela velha resposta, “é, mas sempre que inicio uma atividade vem algo mais urgente e tenho de abandonar o que estou fazendo. Você diz isso, mas duvido que não sofra isso em sua empresa”.

Bem, todos nós sofremos este tipo de situação, mas o que diferencia os profissionais produtivos dos apenas “trabalhadores” é que os produtivos conseguem se organizar de forma escrita ou mental a tal ponto de sempre após terminar a urgência, retornar à primeira atividade deixada de lado, e antes de iniciar qualquer outra, finalizá-la.
Ser produtivo é bem mais simples do que ser “trabalhador”, pense no que você quer ser, e veja como anda se organizando para deixar seu trabalho mais produtivo.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Ignore a Manchete e vá direto à notícia.

A comunicação entre os seres humanos é algo realmente surpreendente. Quando nos comunicamos existe uma necessidade mesmo que intrínseca de chamarmos a atenção para nós. E isso se torna mais relevante ainda se o assunto disser respeito ao trabalho do colega ao lado, ou do departamento vizinho
Os líderes mais experimentados já conhecem muito bem este tipo de situação, mas os mais jovens, aqueles em formação ainda tem um longo caminho pela frente para distinguir a manchete da notícia.
Todo veiculo de comunicação é vide regra sensacionalista, uns mais outros menos, mas seguindo as mesmas características citadas acima, quem fala quer ter atenção, e para os veículos isto significa maior tiragem de sua edição e maior retorno sobre seus investimentos. Para que isto aconteça não é incomum termos grandes manchetes sensacionalistas sobre temas não muito polêmicos; frases como “Esposa de jogador de futebol encontra homem no shopping” e quando você vai lê a matéria descobre que o homem era o pai dela, e não o suposto amante que insinuava na manchete.
Muitos jovens executivos, ainda impetuosos e cheios de energia, costumam atropelar procedimentos e condutas, por se desestabilizarem e com isso até desestabilizando suas equipes pela falta de paciência e experiência na checagem das informações.

Assim como os veículos de comunicação, os seres humanos tendem a aumentar os problemas ao transmiti-los para seus líderes, e isto é um grande desafio para os que estão galgando posições dentro das companhias. Os líderes devem ser ter a tranqüilidade de escutar a história toda, antes de se manifestarem e as vezes, mesmo ao final, ter a paciência para buscar maiores informações seja ela da pessoa envolvida ou do departamento citado.

Líderes devem ser pontos de equilíbrio para seus liderados, e não fonte de estímulo a transmissão de sua impetuosidade e energia. Existia um slogan de uma marca de pneus que dizia, “potência não é nada sem controle” e isso realmente pode ser muito bem aplicado às relações humanas. O vigor e a impaciência da inexperiência por vezes atrapalham muitas carreiras que poderiam ser de sucesso.

Portanto, saiba contemplar os relatos de seus liderados, e saiba orientá-los sobre a importância de filtros e de fidedignidade na transmissão da informação e aguarde o fim da manchete e todo o conteúdo da notícia para só depois tomar uma decisão, e quando for tomá-la, lembre-se que às vezes o bom redator pode tornar a notícia tão atraente quando a própria manchete, então, mantenha a paciência, equilíbrio e a compostura diante de sua equipe e vá de forma calma e tranqüila apurar os fatos.

Mágico ou Enxadrista?

Muitas pessoas gostam de fazer comparações lúdicas com respeito à sua profissão, o profissional liberal diz que é livre como um pássaro, o mergulhador se diz peixe fora d’água quando está em terra. Outros ainda comparam sua atividade a de outros profissionais como, “fui cirúrgico naquele conserto..” diz o pedreiro, entre outros.Muitos profissionais de marketing quando perguntados como definiriam sua profissão, muitos dizem que o estrategista ou profissional de marketing é como um jogador de xadrez, movimentando as peças uma após a outra. Eu gostaria de lhes propor uma nova visão sobre o assunto, talvez não tão nova, mas ainda discutível no meio executivo. Se você, como profissional de marketing fosse comparado a um jogador de xadrez e a um mágico, qual dos dois lhe traria mais afinidade? Se lhe perguntassem sobre qual se aproximaria mais de sua profissão, o que você responderia? Acredito, que muitos responderiam o enxadrista, pelo poder de concentração, capacidade de raciocínio lógico, matemático e evolutivo baseado nas análises dos modelos mentais armazenados de jogadas passadas e das possíveis, característicos deste tipo de profissional, certo? E o mágico? Figura estranha, enganador, hilário, previsível, correto? Pois o modelo do enxadrista é extremamente cartesiano assim como propõe o próprio tabuleiro, já parou para pensar nisso? Figuras geometricamente perfeitas, monocromáticas dispostas em dois eixos cartesianos X e Y. E o mágico? Pois acredito que ele é quem melhor representa profissional de marketing. Vamos pensar. Qual o objetivo principal do marketing? Sim, ainda é vender mais com a melhor margem. Só que, por trás do conceito temos que entender que isto só é atingido se o cliente ou consumidor se encantar pela mensagem ou produto, e é isso que o mágico faz, utilizando-se de todos os recursos disponíveis ele vai executando movimentos precisos e rápidos (veja que estamos lembrando do enxadrista, mas no caso dele os movimentos são lentos e anestesiantes as vezes) para despertar a atenção de seu consumidor. E veja que vai muito mais além, o mágico tem que se planejar, pois se não tiver cadência em suas mágicas não vai ter um “Gran Finale”, também tem de observar a concorrência, afinal, saber o que outro está fazendo e que agrada o público pode ser por bem até copiado. Também precisa se atualizar e buscar técnicas novas e novos modelos de pensamento baseado no que já aconteceu, testar ações e mágicas novas, prosseguir ou retira-las da seqüência do espetáculo de acordo com a reação do público, buscar em sua cadeia de fornecedores, parceiros, que possam ajudá-lo neste desenvolvimento e com custos razoáveis porque a inovação é importante mas sem desprezar o poder econômico de seu consumidor. Por fim a relação com toda a equipe motivando-a, imagine o funcionário que fecha o cadeado da algema, desmotivado, no número da cama de estacas? Pode ser uma experiência pouco prazerosa. Por estes atributos considero o mágico nosso maior representante. Pense nisso.

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Empresa paga aluguel de R$ 12 mil de Lulinha

Fonte: Folha de São Paulo

Um dos filhos do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís, mora desde 2007 em apartamento alugado por R$ 12 mil nos Jardins, bairro nobre de São Paulo. Quem paga a conta é uma empresa com contratos com vários governos, entre eles o federal.

Lulinha, como Fábio Luís é conhecido, não é sócio da empresa que paga o aluguel. O Grupo Gol, que alugou o apartamento, é do empresário de mídia e mercado editorial Jonas Suassuna, sócio de Lulinha em um outro negócio, a empresa de conteúdo eletrônico Gamecorp.

Primo do ex-senador Ney Suassuna (PMDB-PB), Jonas fez fortuna com venda de CDs da Bíblia gravados por Cid Moreira. Procurado pela Folha, Jonas disse que não vai mais pagar o aluguel para o filho do presidente.

A Folha apurou que até hoje é Suassuna quem paga o aluguel, e o dono do imóvel não havia sido contatado até a semana passada para discutir mudança no contrato, informa reportagem de José Ernesto Credendio e Andreza Matais, publicada nesta quinta-feira.

Outro lado

Lulinha disse à Folha que foi morar com o amigo em 2007, quando se separou. "Ele arcava com o aluguel e eu entrei com os móveis da minha antiga residência e assumi as despesas do apartamento. Há quatro meses pedi para ficar com todo o apartamento, pois me tornei pai, e estamos transferindo o contrato para meu nome."

Filho do dono do imóvel, o advogado Vladmir Silveira disse que não sabia que o filho de Lula era seu inquilino. "Quem alugou foi o Grupo Gol. O Jonas assina como proprietário dela e fiador, na física", escreveu, por e-mail.

A reportagem está disponível para assinantes da Folha e do UOL.

Leia a reportagem completa na Folha, que já está nas bancas.

sábado, 23 de outubro de 2010

Prorrogado prazo para grupo de trabalho analisar processos do Mangueiral

Agência Brasília -


22/10/2010 - A Companhia de Desenvolvimento Habitacional do DF (Codhab-DF) prorrogou o prazo para análise dos processos dos adquirentes habilitados ao Projeto Jardins Mangueiral, especificamente do condomínio Jardins das Mangabeiras. O prazo começou a contar em 21 de setembro último, conforme Resolução nº 162, publicada no DODF de 27/09/2010, que criou uma força-tarefa com essa finalidade. O grupo, formado por servidores da Casa com a missão de examinar, sanear e convalidar, se for o caso, os processos desta etapa do Mangueiral, tinha 30 dias para conclusão dos trabalhos e agora ganha mais 30 dias de prazo para isso.

“A partir desta análise, todos poderão ter a certeza de que os candidatos habilitados para o Mangueiral atendem rigorosamente aos critérios previstos na Lei 3877, que rege a política habitacional do governo”, observa o presidente da Codhab, César Pessoa de Melo. Isto porque a força-tarefa foi criada a partir de recomendação do Ministério Público, diante de denúncias de irregularidades no processo de habilitação aos projetos habitacionais do governo.

Logo que assumiu a presidência da Codhab, em 26 de abril deste ano, César de Melo já se deparou com um grande desafio: o de apurar, junto com sua equipe, eventuais desvirtuamentos relacionados aos objetivos do programa habitacional de interesse social, já que as denúncias surgiram antes mesmo de sua chegada. O propósito da diretoria, com a criação da força-tarefa para o Mangueiral, é revisar um a um os processos, de forma a deixar bem claro que os primeiros a receberem os imóveis do primeiro condomínio deste empreendimento serão aqueles que realmente atendem aos critérios descritos pela lei.

Cerca de 16 mil candidatos inscritos no Cadastro Único de Habitação da Codhab que optaram pelo Projeto Jardins Mangueiral já foram convocados para concorrer a uma unidade habitacional. No entanto, menos de oito mil compareceram dentro do prazo e, no momento, aguardam a análise de seus documentos para saber se vão poder sair do aluguel e adquirir o imóvel no novo bairro, de localização privilegiada: são 200 hectares, próximo ao Jardim Botânico e à cidade de São Sebastião, onde as oito mil unidades que estão sendo erguidas devem representar uma população em torno de 30 mil habitantes.

O empreendimento está sendo construído por meio de Parceria Público-Privada (PPP) pela empresa Jardins Mangueiral Empreendimentos Imobiliários S/A, vencedora da licitação, que vai entregar os condomínios já com infraestrutura urbana como asfalto, esgoto, água e energia elétrica e, ainda, áreas destinadas a postos de saúde, de segurança e demais equipamentos públicos necessários a uma comunidade, sendo a primeira PPP do DF e a primeira do Brasil na área de habitação. Por essa modalidade de parceria, a construtora é quem fica responsável pela comercialização das unidades e pelo atendimento aos clientes habilitados pela Codhab, os quais deverão passar pela análise de crédito do agente financiador. À empresa caberá também tarefas de manutenção das áreas externas, tais como manutenção das áreas verdes e do sistema viário, durante 15 anos, conforme previsto em contrato.

A moradia pode ser financiada em até 30 anos, mas tudo vai depender da capacidade de obtenção do crédito pelo cliente, que deverá atender as regras das instituições financeiras. O prazo para pagamento da primeira prestação também vai depender dessa análise de crédito, mas existe a possibilidade de que isso ocorra só após a entrega das chaves das unidades, que vão custar entre R$ 93 e R$ 126 mil. As prestações variam de acordo com a renda de cada beneficiário, mas devem ficar entre R$ 650,00 e R$ 1.400,00.
Só para exemplificar como tudo está condicionado à situação de cada candidato: tomando-se como exemplo dois concorrentes com salários idênticos, de R$ 2 mil, às vezes pode acontecer de um ter que dar uma entrada e o outro não. Isto porque um pode ter o seu salário comprometido com dívidas e prestações e o outro não.

Outro caso que pode exigir uma entrada é quando o candidato deseja um imóvel de três quartos (que exige renda de R$ 4.500,00, no mínimo), mas seu salário é insuficiente para a obtenção do financiamento correspondente ao valor do imóvel pretendido. Também neste caso ele terá que arcar com uma entrada, caso queira adquirir a unidade de maior valor. Outro detalhe importante é quanto à disponibilidade de estoque. A opção de compra também se dará de acordo com a disponibilidade de imóveis no momento do comparecimento do beneficiário ao projeto Jardins Mangueiral.

O valor da prestação dependerá, ainda, do tipo de unidade escolhida, dentre os três projetos disponíveis. No primeiro tipo, serão 1.600 casas geminadas de dois quartos, com área de 52m2. Já as 3.200 casas de três quartos terão área de 68m2 e os 3.200 apartamentos de dois quartos vão medir 46m2. As oito mil unidades no total se dividem em 15 condomínios, sendo que o primeiro, o Mangabeiras, com 420 unidades, entre casas e apartamentos, já está concluído e aguarda apenas a revisão dos processos para ser entregue.

Contando com o Mangabeiras, já são três as quadras lançadas, todas 100% vendidas. O Condomínio Acácias, com 650 unidades, deve ficar pronto em dezembro e o Ipês, com 616 imóveis, está previsto para ser concluído em março de 2011, mas os dois estão com as obras bem adiantadas. Ao todo serão 15 quadras (com numeração de 1 a 15), que vão formar o Setor Habitacional Mangueiral (SHMA). A área do Jardins Mangueiral já está registrada e com CEP definido. Dentro de cada condomínio, cada rua terá seu CEP.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Novas Imagens Jardins Mangueiral

Seguem novas imagens do mês de Agosto 2010.

Nas fig.1 e fig.2 temos a quadra 12, condomínio Jardins das Mangabeiras e na fig.3 temos as 6 quadras que estão sendo trabalhadas atualmente no projeto, sendo que a quadra 14, Condomínio Jardins das Acácias, já está bem adiantada, a quadra 15 , condomínio Jardins dos Ipês com término de obra previsto para Março 2011, também. As quadras 13, 11 e 10, Buritis, Caviúnas e Angelins, respectivamente, que ainda nem foram lançados, já estão em obras também.


fig.1


fig.2





fig.3

sábado, 11 de setembro de 2010

A capacidade de ser vários enquanto se é um.

É muito comum ouvir profissionais dizendo “eu resolveria tudo, se fosse dois” ou ainda, quanto perguntado, “você precisa de algo?” O profissional responde “Sim, preciso de pelo menos mais 3 ou 4 de mim para conseguir cumprir todas as tarefas que tenho pendente”.
Acho este tipo de posicionamento muito engraçado e um tanto dramático, tipo, novela mexicana, sabe? O mesmo profissional que dá estas respostas é aquele que lê seus emails, tem 2 ou 3 celulares, tecla no MSN, Twiter, Blog tudo ao mesmo tempo, mas na hora de se organizar nas atividades diárias de seu trabalho, não consegue ter a mesma efetividade que possui em suas atividades pessoais. Agora me pergunto, por quê?
Estes jovens profissionais têm muita ânsia de crescimento, e geralmente são arrogantes e prepotentes, alicerçados em suas boas faculdades, em suas famílias de posse, e ás vezes em elogios e reconhecimentos de antigos líderes pouco qualificados, que lhes reconheceram por estarem no mesmo nível, demonstrando a fragilidade na formação de novos líderes quando os atuais não estão devidamente qualificados.
No mundo moderno, a tecnologia vem de encontro ao multi função, ou multifuncional. O celular já é um grande exemplo, hoje smartphones são vendidos a preços populares e já integram comunicação de voz, escrita e alguns vídeo comunicação. Este processo vem gerando nos profissionais uma maior dedicação às organizações, já que são localizados a qualquer lugar e a qualquer hora, e também podem resolver problemas on line, com simples toque no aparelho portátil.
Mas nem isso desperta a atenção dos jovens entrantes no mercado de trabalho e em alguns velhos figurantes dele, e digo figurantes, pois quem não perceber a necessidade de multifunção, de ser um profissional multitarefa, nunca chegará a ser protagonista, infelizmente.
A maior fragilidade está no pensamento de que, “eu tenho muito trabalho, não vou dar conta” ou “meu chefe me explora, porque ele não faz isso já que acha que é fácil”. Acredito que muitos de vocês já disseram ou ouviram alguém dizer uma dessas frases. Eu posso dizer de carteirinha, eu nunca disse, mas já ouvi vários e vários se lamentando a este respeito. E sabe o que eles conseguiram? Amigos, lamento atrai lamento, é sempre assim.
As organizações vêm se reestruturando, e com a adoção de novas tecnologias, o número de líderes vem sendo reduzido e este restante vem assumindo mais funções e novas atividades que demandam tempo, presença e experiência. Então, como conseguir ser um profissional multifunção? Fácil. A palavra é organização com foco no objetivo final. Parece difícil? Mas não é. Você é apenas um, mas sempre existem pessoas ligadas diretas ou indiretamente a você que podem contribuir ou são peças fundamentais para a execução de determinada atividade, por isso, saber aonde chegar é tão fundamental para a definição de seu planejamento multifuncional.

Primeira dica: entenda a tarefa. Saiba exatamente o que tem de ser feito, quais etapas tem de ser superadas e qual o prazo final estimado. Sem buscar conhecer o que se vai fazer, e alguns chamam isto de PLANEJAMENTO, sempre se gasta mais tempo do que o necessário. O grande problema é que, as universidades nos ensinam a realizar planejamentos gigantescos, mas não nos ensinam a planejar as compras do supermercado para o café da manhã diário.

Segunda dica: coloque tudo no papel, mantenha um caderno com você e o use, você vai ver que genialidade tem muito mais haver com empenho, comprometimento, curiosidade e organização do que com inspiração.

Terceira dica: nunca deixe para amanhã o que pode ser delegado hoje. Lembrem-se, algumas tarefas podem não depender de você, neste caso, não segure a informação com você, quanto antes à outra pessoa for acionada, antes ela lhe dará um retorno.

Quarta dica: Utilize o conceito do menor esforço. Deslocamentos físicos devem ser utilizados depois que os contatos por email e telefônicos já foram realizados, e aí uma “sub-dica” se é importante, o email sempre deve ser seguido de uma ligação para pessoa a qual ele se destina. Já vi muito profissional sair correndo para resolver um assunto, passar o dia fora, e não acionar ninguém que faria parte do processo, e no dia seguinte ficar parado aguardando a resposta da pessoa que foi acionada com um dia de atraso. Como as regras de trânsito não permitem ligações do carro, então as faça todas no escritório, embora eu já tenha visto uma ou duas pessoas dispararem todos os emails necessários e as ligações indo sendo executadas no trajeto, mas esta é outra história.

Quinta dica: fique atento a mudanças no ambiente e a reformulação de seu planejamento e do trabalho dos apoios. Se algo mudou no meio do caminho, reveja se o caminho que você seguindo ainda é o melhor e o mais importante, não deixe aquele seu parceiro que está fazendo algo que você solicitou para esta função terminar algo que não será mais necessário, mudou a necessidade, ligue imediatamente para a pessoa, e pare ou altere o trabalho conforme a necessidade.

Sexta dica: deixe a preguiça e o medo de lado. Quem quer chegar até o final de uma atividade, não se deixa abater com pensamentos “como vou dizer para meu colega que o que eu acabei de pedir não era necessário?” “ahh, as coisas mudaram, mas vou seguir neste primeiro caminho, pois quem sabe dá certo”. Quem quer ser grande não conta pequenas mentiras nem deixa de lado pequenos detalhes, pense nisso.

Insistir, persistir e nunca, nunca desistir.

Palavras simples, mas que vejo pouco no mercado profissional, e quando as vejo algumas vezes, nem sempre são colocadas na cadência adequada.
Nosso mundo é feito de idéias, conceitos, atividades, credibilidade dentro outros aspectos, e nem sempre estar em um mundo multicultural facilita a implementação de idéias mais arrojadas. As empresas assim como os mercados são compostas de pessoas chamadas Inovadores e ou Influenciadores, representam cerca de 5% do público de determinado produto ou serviço ou de seus colegas de trabalho. São os primeiros a “comprar” sua idéia, acreditam e querem fazer o negócio acontecer, adotam porque querem fazer coisas novas diferentes. Depois temos os Adotantes Iniciais, estes seguem os influenciadores, por isso, demoram um pouco mais e sempre adotam o novo quando descobrem que ele os trará coisas que o antigo não proporcionava e representam cerca de 35% das pessoas. Por último temos como sendo cerca de 60% das pessoas, os Retardatários, que só compram sua idéia ou produto, quando realmente não puderem mais utilizar a antiga ou o antigo.

Por isso, todo o processo de mudança, toda a idéia ou estratégia arrojada demais irá percorrer um caminho longo antes de ser implementada, e por isso, o primeiro passo é COMENTAR sua idéia ou plano de forma informal, você vai perceber claramente quem são cada um dos perfis profissionais que você tem ao seu redor, e com isso, sofrerá as primeiras críticas sobre sua idéia.

Depois desta fase, inicia-se o processo de construção do título do artigo e o primeiro passo: INSISTIR. Agora, cuidado, insistir não é simplesmente querer impor sua opinião, é embasar cientificamente suas idéias ou suas projeções, o que as tornarão mais factíveis de serem aceitas. E aqui, é onde você terá já dados suficientes para demonstrar sua idéia.
Geralmente neste primeiro passo, que na realidade é o segundo pois você já Comentou e depois Insistiu, você ainda não estará com todas as informações necessárias, pois da diversidade surge a complementabilidade, e com ela a constatação de que talvez ou os dados recolhidos não fossem tão precisos ou a postura profissional ou segurança não foram das melhores. E aí vem o próximo passo, PERSISTIR.

Nesta etapa você já saberá quais são os itens de seu embasamento cientifico que não foram bem aceitos ou compreendidos por seus colegas, e isto posso dizer de com tranqüilidade, nem sempre sabemos expressar nossas opiniões para os outros, e nem sempre nos postamos da forma mais adequada para o convencimento de nossos pares, portanto, sempre persista, pois nesta fase, seus pares também já tiveram tempo para compreender que mesmo que sua postura não tenha sido a mais adequada, ou seus números não estivessem tão precisos, que sua idéia realmente pode ser boa e que realmente pode ser lapidada e utilizada. Você pode outro lado também já deverá ter feito seu dever de casa, alterando dados e itens que você percebeu que geraram polêmica e não contribuíam diretamente para a consolidação de sua idéia, aceite também as contribuições dos pares e siga com uma proposta hibrida que conserve o propósito inicial.

Após estas etapas, sua idéia ainda não emplacou? Mas você tem certeza que ela é importante para sua organização e que na última “discussão” ela já foi muito mais bem aceita por seus pares? Então, é hora de continuar, NÃO DESISTIR e não se deixar abater. Sempre que tiver uma oportunidade, voluntária ou construída por você, volte no assunto, e volte e volte até que você se convença que realmente sua idéia não era das melhores, ou que seus pares realmente entendam que, utilizando seu caminho, as coisas podem melhorar muito mais.